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Mães com a bola toda

FUTEBOL FEMININO Jogadoras do Vitória, Joice e Lili Bala dividem as atenções entre os treinos, jogos e filhos

Jornal do Commercio

A maternidade chegou cedo para a lateral Joice e a atacante Lili Bala do Acadêmica Vitória. Aos 26 anos, sem planejar, elas deram à luz a João Pedro e Caio, respectivamente. Se a vida de jogadora de futebol já não é fácil, fica ainda mais complicada quando se tem um filho. As duas precisam dividir as atenções entre o cuidado e a educação dos meninos e a performance nos gramados. As mães de primeira viagem, no entanto, adotaram a velocidade, característica peculiar nos jogos, para se adaptarem à nova realidade. Quando estão em Vitória de Santo Antão, as crianças, que estão com três anos, praticamente fazem parte do grupo de atletas. Moram no alojamento e estão presente nos treinamentos e nas partidas.

Os meninos são os xodós das outras jogadoras. É beijo, abraço e brincadeira o tempo inteiro. Só não ficam perto quando estão treinando. Aí é que João e Caio se soltam. O primeiro está sempre com brinquedos, já tem um bom domínio de bola e não nega ser filho de uma atleta. O pai dele, que por coincidência se chama Caio, também jogou futebol profissional, passou por alguns clubes, mas desistiu da carreira. “Se ele quiser ser jogador, a gente vai incentivar, mas ele tem de jogar de meia para frente, porque os pais são laterais”, brinca Joice, que teve passagens pela seleção brasileira e pelo Santos, onde foi bicampeã da Copa Libertadores.

A lateral só descobriu que estava grávida aos cinco meses, mesmo assim ainda fez uma partida. Apesar da dificuldade de ter de ficar um tempo sem jogar, Joice não desistiu do futebol. “Nenhum momento passou pela minha cabeça parar de jogar. Pelo contrário, é uma motivação a mais. Quero que meu filho me veja jogando”, assegura. “As meninas adoraram ele, às vezes, ele fica bravo porque elas querem ficar beijando e abraçando o tempo todo”, completa.

O fato de serem mães faz com que elas tenham uma responsabilidade maior perante o grupo, pois a maioria das atletas mora longe de casa. “Elas se sentem nossas filhas e querem também o carinho de mãe, pedem para fazermos um bolo, uma lasanha”, conta.

Mais do que nunca, neste Dia das Mães, as jogadoras terão de fazer este papel. “Esta vai ser a primeira vez que ele não estará comigo. O coração está apertado”, afirma Joice. João Pedro está de férias em São Paulo com o pai.

Já Lili passará o dia de hoje com Caio. Antes, ele morava com ela em Vitória de Santo Antão, mas, agora, está com o pai no Recife. “Morei dois anos com ele na concentração. Foi uma experiência boa porque ele ganhou várias mães”, comenta a atacante.

Se João tem bom domínio de bola, Caio não larga as luvas e sempre pede para chutarem a bola para ele defender.

Os dois se dão bem e não têm muitos atritos. “De vez em quando tem uma arenga, mas, depois, eles fazem as pazes”, conta Lili, que também não pensou em pendurar as chuteiras quando teve o filho. “Nós somos as mães guerreiras das Tabocas”, decreta a atacante, em referência ao termo Guerreiras das Tabocas, como as atletas são chamadas pela torcida.

Concentração maternal

De um aspecto, Caio e João não podem reclamar: eles têm várias mães. No dia a dia, as mamães biológicas estão presentes também, mas, quando elas viajam, as substitutas assumem o posto. Os meninos, normalmente, não acompanham o time quando o Vitória enfrenta adversários de fora do Estado. As jogadoras que não são relacionadas é que ficam com eles, geralmente João, pois Caio tem família no Recife.

Normalmente, as mães substitutas são do ataque. Apenas duas vão para o banco de reservas. As que mais assumem o posto são Carol Baiana, Jenyffer e Taliane.

De acordo com elas, a hora mais crítica é quando os meninos acordam durante à noite e chamam a mãe.

“Nós nos sentimos verdadeiras mães porque temos de cuidar e alimentar. Ele (João) não dá trabalho. Quando ele chama pela mãe, inventamos alguma coisa para ele não chorar”, conta Jenyffer. “É uma relacionamento de família mesmo, porque eles sempre conviveram conosco. Criamos um vínculo”, completa a atacante, que tem apenas 17 anos e mora longe da família.

“Brincamos que elas são as nossas mães. Isso é importante porque moramos distante das nossa famílias e acabamos aprendendo a lidar com isso”, comenta Jenyffer, que é filha do ex-volante do Flamengo e da seleção brasileira Uidemar. Por sinal, o ex-jogador foi contratado no fim do mês passado para comandar o Vitória masculino no Campeonato Pernambucano da Série A2, que começará em junho.

Para Carol Baiana, a presença das crianças ajuda a aliviar a rotina das jogadoras. “É muito prazeroso tê-los conosco. Eles dão um ar divertido ao trabalho. Cuidamos como se fossem nossos filhos”, afirma a atacante, que também tem 17 anos.

“Tanto a Joice quanto a Lili são verdadeiras guerreiras. Elas têm de trabalhar duro, viajar e ainda têm de ser mães”, acrescenta.

 

Caso Passira: Este Blog compartilhou e o JC publicou

O polêmico trabalho infantil em feira livre de Passira

AGRESTE ONG de Passira provocou reação nas redes sociais ao entregar carros de mão para menores. Diante da repercussão, Superintendência do Trabalho fará fiscalização hoje

Jornal do Commercio

A entrega de carros de mão e batas padronizadas para crianças e adolescentes de Passira, Agreste, gerou polêmica sobre o trabalho infantil na feira livre. A iniciativa da organização não-governamental (ONG) Associação Comunitária dos Agrícolas Alto da Esperança, que fez a distribuição semana passada, provocou reação de moradores e nas redes sociais. Informados pelo JC sobre a ação, o conselho tutelar afirmou não ter conhecimento de que crianças trabalham na feira da cidade e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) prometeu investigar as denúncias hoje.

Os meninos carregam compras na feira que acontece aos sábados, no Centro. Foram entregues 14 carros de mão a jovens de 13 a 17 anos, segundo a presidente da entidade, Maria Auxiliadora Soares. Ela justifica que a ONG tomou a iniciativa a partir do pedido das mães dos adolescentes.

“Os meninos já faziam frete há muito tempo. Mas eles não tinham carro e precisavam alugar para ganhar um trocado”, informou. Para identificar quem recebeu os carros, a associação distribuiu batas vermelhas.

Os carros ficam sob responsabilidade dos pais dos garotos e não podem ser vendidos nem alugados. A associação prometeu a fazer a manutenção.

O prefeito do município, Miguel Freitas (PP), que participou da entrega dos equipamentos, disse que há fiscalização na feira, mas não para coibir o trabalho infantil. “Eles são autônomos, trabalham quando querem. Essa é uma atividade antiga na cidade e é uma forma de eles ajudarem os pais em casa”, comenta o prefeito que diz não ter apoiado financeiramente a ação.

Apesar de as fotos mostrarem crianças que aparentam ter 10 anos de idade recebendo o carro de mão, o gestor alegou que eles têm mais de 16 anos. A presidente do Conselho Tutelar, Maria Cecília dos Santos, disse que não sabia da prática.

A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelecem que é proibido o trabalho de crianças e adolescentes até 16 anos incompletos, exceto se tiver mais de 14 anos e na condição de aprendiz. “A atividade de carregador de mercadorias está na lista das piores formas de trabalho infantil. Pelo que vi, a prefeitura está sendo conivente com a situação”, explica a coordenadora do projeto Combate ao Trabalho Infantil da SRTE, Paula Neves. O decreto federal 6481, de 2008, descreve entre os prováveis riscos da ocupação a exposição à violência, drogas, assédio sexual e tráfico de pessoas, exposição à radiação solar, chuva e frio, acidentes de trânsito e atropelamento.

Em 2011, cerca de 600 crianças e adolescentes foram encontrados trabalhando em feiras livres em 30 municípios do Estado, durante fiscalização da SRTE.

 CONHEÇA ESTE CASO AQUI

 

“Não tenho medo de morrer. Tenho pena”, sentencia Anysio

Charge JC

 

Frágeis partidos

Coluna Repórter JC

Enquanto o TSE proíbe candidatos de usarem o Twitter nessa pré-campanha eleitoral, os partidos políticos não sabem como reagir, a não ser judicialmente. A reação política, como deveria ser, não ocorre porque os partidos brasileiros são frágeis, criados a partir do personalismo e sustentados por eleitores que não exigem posturas ideológicas e compromissos duradouros. Por isso, o recifense não consegue identificar até agora propostas concretas para o Recife, nem para qualquer município de Pernambuco.

A discussão eleitoral passa por nomes, prioritariamente. Depois é que se pode, no guia eleitoral (os comícios foram abolidos) ir prometendo uma obra ali, outra acolá ou acenar para a um mimo assistencialista.

A discussão propositiva e ideológica não pertencem mais aos partidos por causa de seus políticos. Até parece que as cidades precisam, apenas, de certas pessoas no poder. E nada mais.

 

Te cuida Dilma!

Charge JC

 

Um olhar para as guerreiras das Tabocas

EM VITÓRIA Cientista jogadora americana analisa as dificuldades do futebol feminino no Brasil

Hildo Neto, Jornal do Commercio

Num dia chuvoso, aos poucos, as jogadoras vão chegando, de bicicleta, moto, ônibus e até a pé. Mesmo sem o número mínimo de atletas, o treinamento começa num campo de areia e sem a iluminação adequada, bastante distante dos holofotes e do glamour destinados aos grandes times masculinos. Essa é a realidade da maioria das equipes femininas de futebol no Brasil. As atletas parecem que são invisíveis para o grande público. Ao contrário do vôlei, basquete, tênis e tantos outros esportes, em que os gêneros dividem os olhares quase da mesma forma, o futebol feminino ainda não engrenou no gosto popular e da mídia.

Apesar da leve valorização, as mulheres ainda jogam longe das câmeras, do público e em estádios precários. A falta de retorno financeiro afugenta os grandes clubes do futebol feminino. Considerada a melhor equipe da América do Sul, o Santos acabou com as “Sereias da Vila” alegando falta de dinheiro. Com este cenário, a norte-americana Caitlin Fisher, de 29 anos, graduada em antropologia pela Universidade de Harvard e mestre em Desenvolvimento, Gênero e Globalização pela London School of Economics and Political Science, desenvolve o projeto acadêmico multimídia “Guerreiras”.

“A gente está tentando aumentar as vozes das jogadores, que até hoje são invisíveis. Criamos um espaço para que elas sejam ouvidas e, principalmente, compartilhem as experiências dentro e fora de campo. O futebol não é só um esporte, dá aula para a vida”, comenta Fisher, que joga no Acadêmica Vitória, no interior de Pernambuco. Antes de chegar a Vitória de Santo Antão, ela já jogou nos Estados Unidos e na Suécia. O projeto explora a forma como as jogadores lidam com o preconceito, a falta de apoio e a pouca valorização do futebol feminino no Brasil.

“Será que a gente tem de fazer um calendário peladas para vender o futebol feminino? A gente sempre fala do esporte no contexto do masculino. Não dá para comparar. Temos de mudar esse paradigma”, afirma. Um dos objetivos do “Guerreiras Project” é abrir a cabeça das pessoas para que elas interpretem o futebol feminino de uma outra forma. “O nosso futebol é parecido com o da época de Pelé, só que mais lento e com menos explosão. É preciso enxergar com outros olhos”, analisa.

O projeto foi lançado em 2011, na Copa do Mundo feminina da Alemanha. Depois foi apresentado em Londres, Trinidad e Tobago e Gana. No Brasil, está sendo financiado por uma entidade sem fins lucrativos até junho. Em Vitória de Santo Antão, Fisher conta com o apoio da também americana Adrienne Grunwald, que faz os registros multimídia do estudo.

Brasileiras têm ginga. Falta apoio

Com a experiência de quem estuda o futebol feminino brasileiro e já viajou por várias partes do mundo, a cientista jogadora Caitlin Fisher é categórica em afirma que não vai demorar muito para o Brasil conquistar uma Copa do Mundo e uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Na opinião dela, as brasileiras têm habilidade e ginga superior às atletas de outros países.

“Quando as meninas daqui tiverem mais apoio, com certeza vão ganhar uma Copa do Mundo e se estabilizar, porque elas têm qualidade, só precisam de alguém que acredite nelas”, afirma. Fisher garante que a situação do futebol feminino no Brasil melhorou desde que jogou aqui pela primeira vez em 2004, mas que ainda há muito a evoluir. “Na época que eu estava no Santos, nós já chegamos a treinar na rua, com os carros passando, porque não tinha lugar. A Marta abriu muitas portas e hoje as equipes estão mais fortes”, analisa.

Uma das alternativas apontadas por Fisher para o fortalecimento do futebol feminino é que ex-jogadoras ocupem cargos nos clubes, federações e órgãos governamentais. “Elas conhecem a realidade e tem experiência para contribuir com o esporte. Tem atletas que jogaram comigo que hoje são motoristas e trabalham em indústrias”, afirma.

Apesar do otimismo, a meio-campista analisa com cautela a atual conjuntura do futebol feminino. “Foi uma surpresa para todo mundo o fim da Liga Americana e do Santos. É uma desmotivação para o esporte feminino, não só para o futebol. Porém, o Brasil tem potencial para superar isso e crescer”, finaliza Fisher.

CONCURSO

O projeto Guerreiras está participando de uma eleição em que são escolhidas as 50 iniciativas ao redor do mundo que mais contribuem para a igualdade de gênero e a valorização das mulheres. O resultado será anunciado no Dia Internacional da Mulher, no próximo 8 de março.

Como é um projeto multimídia, o Guerreiras tem um blog para difundir o estudo – http://guerreirasproject.wordpress.com.

Jogadoras querem atividade o ano todo

A falta de um calendário permanente do futebol feminino está dando dor de cabeça para as jogadores e dirigentes. Com a antecipação da Copa do Brasil para o primeiro semestre, os clubes ainda não sabem o que farão na segunda metade do ano, correndo o risco de alguns paralisarem as atividades e só retornarem em 2013. A ausência de uma competição que dure o ano inteiro é uma das principais carência da modalidade.

“A gente vai procurar alternativas para não parar. Quem sabe realizar uma Copa do Nordeste. Esperamos que a CBF também aponte uma alternativa para o futebol feminino não degringolar”, comenta o presidente do Vitória, Paulo Roberto Arruda. Caso o Tricolor das Tabocas chegue novamente à final da Copa do Brasil, o último jogo oficial será no dia 9 de junho.

A única competição oficial no segundo semestre é a Copa Libertadores e o representante do Brasil já está definido. Será o Foz Cataratas-PR, que foi o campeão da Copa do Brasil no ano passado. No entanto, como Pernambuco é candidato a receber a competição continental, o Tricolor das Tabocas pode ser indicado como representante do País. A Conmebol deve divulgar até julho onde será realizada a competição, que no ano passado ocorreu em São José dos Campos.

Na candidatura de Pernambuco, as cidades-sedes seriam Recife, Vitória de Santo Antão e Caruaru. O que pesa contra o Estado é o fato das três edições da Libertadores terem sido disputadas no Brasil. No entanto, a Federação Pernambucana de Futebol e o Vitória estão otimistas quanto a realização do torneio.

Apesar de apontar algumas alternativas como amistosos e jogos universitários será difícil para o Vitória manter as jogadoras no segundo semestre sem uma competição oficial. Com um alto investimento, que apesar de não ser oficial deve girar em torno de R$ 500 mil por ano, o Tricolor das Tabocas terá de se virar para não fechar a equipe.

O Vitória mantém 32 jogadoras com apartamentos, transporte e alimentação, além do salário e da comissão técnica.

 

O Piso é Federal!

Charge JC

 

O que será a Lei da Ficha Limpa na prática a partir de agora?

Agora é que são elas

por Ana Lúcia Andrade, da Coluna Pinga Fogo do JC.

Foi um trabalho árduo até o Supremo Tribunal Federal finalmente decretar a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. Mas reconhecida pelo STF, aprovada pelo Congresso Nacional, referendada pela vontade popular, o que será a Lei da Ficha Limpa na prática a partir de agora?

Passará no teste de realidade das urnas municipais de outubro? Vai imperar como critério de formação dos governos estaduais, como anunciam alguns governadores, e na composição do quadro das câmaras municipais, como se antecipa a Câmara de São Paulo?

E os partidos políticos como vão se comportar? Serão rigorosos em suas filiações e principalmente no encaminhamento de candidaturas? O eleitor está ciente de que precisa praticar o voto limpo e fazer sua parte na consolidação da Lei da Ficha Limpa? E a Justiça Eleitoral, pronta para fiscalizar e fazer valer a lei com a agilidade que se exige?

Tudo ainda é desconhecido. Um longo caminho ao teste de realidade de uma lei que poderia até ser dispensada, dado o fato de a lei máxima do País, a Constituição, já prever o rigor no cumprimento da probidade, legalidade e impessoalidade no trato da coisa pública. Mas vá lá. Vamos ao muito que ainda tem de ser feito pela Lei da Ficha Limpa. Na eleição e na continuidade dos mandatos conquistados. Na nomeação e conduta das funções indicadas. Agora é que são elas.

 

FUNASE DO CABO: ‘Pequenos’ pagam pela insolvência do Estado

Cai diretora da Funase

REBELIÃO Há dois meses comandando a unidade do Cabo, Maria Suzete Lúcio foi exonerada 72 horas após motim que deixou 3 mortos

Jornal do Commercio

Setenta e duas horas depois da rebelião que deixou três mortos na unidade do Cabo de Santo Agostinho, a crise na Funase chegou ao Palácio do Campo das Princesas. Após um dia inteiro de reuniões coordenadas pelo secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar, a diretora do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) do Cabo, Maria Suzete Lúcio, foi exonerada e três investigações, instauradas.

A Delegacia de Crimes contra a Administração e o Serviço Público vai apurar o envolvimento de servidores da Funase no tráfico de drogas na unidade do Cabo de Santo Agostinho, noticiado ontem pelo Jornal do Commercio.

Duas sindicâncias serão instaladas na Funase. Uma para investigar as causas da rebelião da última terça-feira e a outra para apurar, do ponto de vista administrativo, as denúncias contra os agentes de desenvolvimento social.

No lugar de Maria Suzete Lúcio, que estava no cargo desde novembro do ano passado, assume a assistente social Maria José Delgado.

 SIGILO

Ontem o JC teve acesso a documentos sigilosos. Eles revelam que a direção da Funase do Cabo sabia da existência de adolescentes marcados para morrer. Técnicos da unidade haviam solicitado, desde o dia 21 de outubro, à juíza da Vara da Infância e da Juventude do Cabo, Hélia Viegas Silva, a transferência de Alan Fraga de Oliveira, 19 anos, um dos assassinados na rebelião, e outros quatro internos. No dia 3 de novembro, a magistrada negou o pedido, alegando “não haver motivos fundados a ensejar a transferência”.

O ofício encaminhado pela direção do Case descreve, em quatro páginas, a situação de risco enfrentada pelos cinco internos. O documento traz as impressões do corpo técnico da Funase e ressalta o temor dos jovens em permanecer na unidade do Cabo.

Os cinco teriam passado a correr risco de morrer depois que espancaram um interno do pavilhão um. Os demais integrantes do pavilhão não admitiram a agressão e juraram o grupo de morte.

Em sua decisão, a juíza da Vara da Infância e da Juventude só acatou o pedido de transferir um dos internos. Os outros quatro permaneceram no Case do Cabo.

A juíza Hélia Viegas Silva informou, através da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que não atendeu a solicitação porque faltavam, no ofício enviado pela Funase, fundamentos que comprovassem a situação de risco real contra todos os internos citados.

 

Deboche…

Charge JC

A população registrou a sua indignação nas redes sociais. Aos 9 anos, Daniel, filho do senador ficha-suja Jáder Barbalho (PMDB), estirou língua para a imprensa que registrou a posse do pai. Tão novo e tão velho. Que País é esse?

 

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