Por Valdemiro Cruz
Mesmo aos olhos dos opositores mais resistentes o progresso e o desenvolvimento econômico e industrial faz-se notar claramente.
As alterações positivas trazidas ao povo brasileiro somente não tem sido notadas e celebradas com a intensidade que merecem porque nosso País padece de um mal secular, a baixa escolaridade de seus filhos. Anos e anos passaram-se onde governantes recomendavam “aguardar que o bolo crescesse para dividir em fatias a todos” (Delfin Neto). Gerações cresceram esperando.
Acredito que essa etapa não cumprida antes, esteja sendo disponibilizada hoje a uma grande maioria que tem acesso a trabalho renda e melhor condição de vida e dignidade.
Industrializar e desenvolver uma cidade, um país é coisa factível dentro de um determinado prazo curto de tempo e às vezes depende exclusivamente de investimentos de um grupo de empresários decididos a explorar o perfil econômico de uma região, vejam o exemplo do Nordeste.
A mesma coisa não se pode fazer com a escolaridade de um povo, isso demanda tempo e não passa pelo entusiasmo de empresários nem tão pouco de governos, cabe, exclusivamente ao interesse pessoal de cada um. Pode e deve ser ação governamental oferecer escolas bem estruturadas, ambiente adequado ao ensino e ao aprendizado, mesmo assim ainda depende de professores e mestres que não se conseguem do dia para a noite, tempo leva para a formação desses profissionais.
Os mais severos críticos, os intelectuais cobram agilidade e capacitação como se isso dependesse unilateralmente do governo. Dia desses tive a oportunidade de perguntar a uma dessas sumidades: e o senhor quantos alunos tem ? Resposta. Nenhum, não ensino.
Com sua eloquência, com seu saber, era de se esperar que estes ilustres cidadãos colaborassem com a transferência do saber e o fizessem na velocidade que cobram ao Estado.
Sutilmente o Brasil está mudando, anteriormente colônia de mandos e desmando dos americanos hoje devolve o lixo hospitalar flagrado em containers americanos. Quem já viu isso antes? Mas, as revistas sensacionalistas semanais optaram por estampar em suas capas o escândalo do BBB12 sob o edredom, dá mais mídia, mais IBOPE, faz a cabeça de seus leitores.
É muito mais fácil criticar o ENEM que desenvolver formula de deixa-lo mais seguro e confiável aos interesses nacionais.
Investe-se horas e horas na mídia com a ida e a volta de Luiza ao Canadá, a falsa grávida e a música “ai se eu te pego”, pouco interessam os esforços para conseguir fazer a educação atingir a capacitação que o momento atual requer dos brasileiros.
Ainda restam esperanças, bote fé!

por Valdemiro Cruz,
Colunista do Blog.