• Ceclin
jan 07, 2019 0 Comentário


SINDSEP-PE: Primeiros dias de governo Bolsonaro dão sinais de terra arrasada para brasileiros

Bolsonato_entreguista_1546544434O governo Bolsonaro mal começou e já dá sinais de terra arrasada para os brasileiros, principalmente os mais pobres. Em poucos dias de gestão já houve ataque aos trabalhadores de baixa renda, aos servidores públicos, aos indígenas, aos negros e aos quilombolas, ou seja, às minorias, sem falar das ameaças à educação e a outros setores estratégicos. Prenúncio de tempos difíceis, como o movimento sindical já havia sinalizado.

O novo regime, que encerra o período democrático sob a égide da Constituição de 1988, teve início com a redução do salário mínimo. No dia 1º, logo após a posse, Bolsonaro decretou a redução do valor aprovado pelo Congresso Nacional, que passou de R$ 1.006,00 para R$ 998. Para completar o ataque aos trabalhadores, Jair Bolsonaro assinou decreto oficializado o fim do Ministério do Trabalho. Ele também extinguiu os ministérios da Cultura, das Cidades, Esportes e Integração Racial, além da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, responsável inclusive pelas pessoas LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) do País.

Um dia depois do discurso midiático em Libras de Michele Bolsonaro, o ministro da Educação, Ricardo Vélez , extinguiu a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão.  Paralelo a isso, Bolsonaro anunciou a privatização da Eletrobras; colocou a reforma da Previdência como prioridade; censurou a imprensa; e extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que orienta o combate à fome e o Bolsa Família.

Os indígenas e quilombolas também foram atacados. A existência dos dois grupos, bastante fragilizados durante toda a história brasileira, passou a depender de seus grandes inimigos, os ruralistas. No dia 2, a Funai deixou de ser responsável pela demarcação das terra indígenas, que passou para o controle do Ministério da Agricultura, pasta comandada pelos ruralistas apoiadores da candidatura de Bolsonaro. No mesmo decreto, o novo regime estabeleceu que as terras dos quilombolas também passam a ser assunto do Ministério da Agricultura. Em seu discurso de posse, Bolsonaro falou na “integração” dos indígenas e quilombolas. Importante lembrarmos que foi sob o discurso da “integração” que se promoveu o massacre de indígenas e quilombolas brasileiros ao longo dos séculos.

Mas não ficou por aí. Bolsonaro também acabou com o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transportes e tirou do Senado a aprovação dos diretores do DNIT; e fez um acordão com os partidos políticos que ele tanto criticou, para que o PSL apoie a reeleição de Rodrigo Maia e ganhe cargos na Câmara.

“Pensar que tudo isso aconteceu em tão pouco tempo, não nos intimida, pelo contrário, nos motiva para lutar. Mas para isso, precisamos da ajuda de todos”, alerta o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.

Desconto em faculdades

Ano novo, novidades para os associados do Sindsep-PE. O sindicato firmou convênio com duas instituições de ensino superior de Pernambuco, a Esuda e o Grupo Ser
Educacional (Uninassau e a Uninabuco). Isso significa descontos de 30% a 40% nos cursos de graduação presencial, não só para os filiados, mas seus ascendentes e descendentes, como pai, mãe, filhos,netos,além dos  cônjuges. E não para por aí. Os descontos também rolam nos cursos de especialização e graduação à distância, na
capital e no interior. Para ter o desconto, o servidor precisa comprovar a filiação através de uma declaração,fornecida na sede do sindicato, sem custo e sem demora.

Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco – SINDSEP-PE