• Ceclin
out 31, 2008 0 Comentário


RAPIDINHAS ESPORTIVAS

NAUTICO

Não bastou fazer inúmeras defesas. Eduardo também foi decisivo na conquista do 1×1 ontem à noite, no Beira-Rio, contra o Internacional, pela 32ª rodada do Brasileiro. Após sofrer um gol aos 40 minutos do segundo tempo, durante cochilo da zaga, o Náutico teve forças para buscar o empate. No último lance do jogo, aos 48, o goleiro foi ao ataque, desviou de cabeça, e Vagner, mesmo chutando errado, igualou tudo. E o resultado poderia ter sido melhor, se o árbitro tivesse marcado pênalti em William, aos nove da etapa complementar.

Com o resultado, o Timbu voltou à zona do rebaixamento, agora na 17ª colocação, com 33 pontos. Já o Internacional praticamente deu adeus à Libertadores. Mas mesmo com a queda na tabela, os jogadores comemoraram muito o resultado obtido na base da raça. “O importante foi que saímos fortalecidos para o próximo jogo em casa. Entramos na zona, mas temos força para sairmos dela”, afirmou Adriano.

Ontem (30), Roberto Fernandes apostou novamente no 3-6-1. E deu certo. O Internacional só foi pressão o tempo todo. Era bola vindo da direita, da esquerda, pelo alto e por baixo. Os colorados arriscaram de todas as maneiras. Aos 15, Ângelo cobrou falta para boa defesa de Eduardo. No rebote, Guto chutou para o gol vazio, mas Vagner mandou para escanteio.

No segundo tempo, o que era uma pressão, virou praticamente um treino de ataque contra defesa. Nos cinco minutos iniciais, três chances claras de gol. A primeira veio aos dois. Mesmo de costas, Marcão acertou uma cabeçada no travessão. Depois, Eduardo defendeu um chute à queima-roupa de Índio. Em seguida, o goleiro espalmou outra investida.

Aos nove, um lance polêmico. Mesmo sendo puxado pela camisa dentro da área, William ainda conseguiu tocar para Gilmar, que, com falta em cima de Giñazu, fez o gol anulado. Aos 11, outro susto. Daniel Carvalho carimbou o travessão, após desvio de Adriano. Três minutos depois, Eduardo operou outro milagre.
O Náutico, apesar da forte retranca, ainda conseguia criar perigo nos contra-ataques. Aos 24, Clodoaldo errou cara a cara com Lauro. No rebote, Gilmar tirou tinta da trave. A insistência do Internacional foi recompensada aos 40. Na única bobeada da defesa, Ângelo chegou de trás e fez 1×0.

Mas nem tudo estava perdido. Aos 48, Eduardo foi ao ataque, desviou o escanteio de cabeça, e Vagner completou para os fundos da rede.
Final: 1×1 e todos, de joelhos, abraçados com o goleiro, o herói da noite.

Internacional
Lauro; Ângelo, Índio, Bolivar e Marcão; Edinho, Guiñazu, Andrezinho (Taison) e D´Alessando; Daniel Carvalho (Luiz Carlos) e Guto (Walter)
Técnico: Tite

Náutico
Eduardo: Vagner, Adriano e Everaldo; Ruy, Ticão, Reinaldo, André Oliveira (Clodoaldo), William (Geraldo) e Anderson Santana (Alessandro); Gilmar
Técnico: Roberto Fernandes

Local: Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)
Árbitro: Antônio Hora Filho/SE
Assistentes: Ivaney de Lima/SE e Aílton da Silva/SE
Gols: Ângelo (aos 40 do 2ºT) e Vagner (aos 48 do 2°T)
Cartões amarelos: Daniel Carvalho (Internacional), Reinaldo e Vagner (Náutico)Público e renda: não divulgados

VITORIA

Com um gol do meia-atacante Dinda aos 39 segundos do 1º tempo, o Vitória venceu a Cabense por 1×0 e conquistou o Campeonato Pernambucano Serie A2 de 2008, NA quarta-feira (29) no estádio José Vareda, em Limoeiro.

O título de Campeão Pernambucano veio coroar a extraordinária campanha do Tricolor das Tabocas na competição. Com o técnico Peu Santos, campeão mundial em 1981, no comando do time e um elenco de nomes com passagens por grandes clubes brasileiros e até europeus, o Vitória foi absoluto dentro das quatro linhas tornando-se favorito a conquista do campeonato; foram 19 jogos, 15 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. O Vitória ainda teve o artilheiro do campeonato, o melhor ataque, e o gol mais rápido do campeonato.

O gol no primeiro minuto de jogo numa cobrança de falta de Dinda pela esquerda de ataque confirmando as estatísticas de desempenho do time na competição foi uma ducha fria nas pretensões da Cabense que precisava vencer para levar a decisão para os pênaltis, já que havia perdido a primeira partida das finais por 1×0.

As tentativas de ataque da Cabense não encontravam o caminho do gol ou eram desarticuladas pelo sistema defensivo do Vitória que desde o inicio foi tecnicamente superior e partiu pra cima em busca do gol. Aos 41 minutos do 1º tempo o atacante Alan mandou uma bola na trave à meia altura, depois de uma troca de passes na grande área. Por um capricho o Vitória não aumentou o placar.
O Vitória venceu e foi Campeão Pernambucano da Serie A2 de 2008 com:Davi, Bruno (Adriano), Riso, Sandro Miguel, Arlindo; Rodolfo, Savoca, Doda e Dinda (Cristiano); Eduardinho (Neilson) e Alan
Técnico: Peu Santos.
Cabense: Ibson, Clebson, Marivaldo, Roma, Fabinho, André (Juninho), Novito, João Neto, Careca, Eduardo, Leo
Técnico: Zimerman

Próximo ano na 1º Divisão do Campeonato Pernambucano, que começa no dia 11 de Janeiro o Vitória estréia contra o Central (Vice-campeão de 2008) no estádio do Carneirão; já o Cabense pegará o Campeão Pernambucano de 2008 o Sport na Ilha do Retiro!

por Berg Araújo