• Ceclin
jun 19, 2018 0 Comentário


Pitú comemora 80 anos de história e investimentos

PITU 80 ANOS

Para 2018, ano de Copa do Mundo, o Engarrafamento Pitú projeta um crescimento de 8% para as exportações. Fotos: DuXi Comunicação e Projetos/Divulgação

Cachaça mais consumida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e líder absoluta em exportação anuncia investimento de R$ 15 milhões em equipamentos de tancagem

A Engarrafamento Pitú, uma das maiores indústrias de cachaça do Brasil, chega aos 80 anos de história. Em 2018, a mais querida dos nortistas e nordestinos completa oito décadas com muitos motivos para celebrar. A empresa está em sua terceira geração de gestores e mantém os ‘pilares’ da família nas relações diárias.

O planejamento eficiente na sucessão familiar do negócio, os investimentos contínuos em inovação tecnológica, programas de sustentabilidade e ações de marketing, garantem a qualidade do produto e refletem no posicionamento da marca diante o segmento: a Pitú é a aguardente mais consumida nas regiões Norte e Nordeste, a segunda no mercado nacional e a líder absoluta na exportação de cachaça há quase três décadas. A companhia está entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas do mundo, comercializando, em média, 98 milhões de litros de cachaça por ano, dos quais 2% representam as vendas no exterior.

            Neste ano comemorativo, a Pitú está concluindo a instalação de três tanques de aço inox com capacidade para armazenar 21 milhões de litros de cachaça e investimento de R$ 15 milhões, que aliados aos 13 tanques já existentes irão ampliar expressivamente o armazenamento da cachaçaria, passando de 30 milhões para 51 milhões de litros. A Pitú também investiu recentemente R$ 1 milhão na equalização de seu tratamento de efluentes em novos equipamentos de maior eficiência e com uma melhor reciclagem de resíduos líquidos e sólidos.

Dessa forma, a indústria passou a ser 100% sustentável, em plena conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei n° 12.305/10. “As medidas aumentam a eficiência da indústria e garantem uma destinação sustentável a todos os resíduos gerados na fábrica, sem gerar nenhum prejuízo para a sociedade e para o meio ambiente”, ressalta Maria das Vitórias Cavalcanti, sócia-diretora de Exportações e Relações Institucionais.

Lata comemorativa aos 80 anos

Em comemoração ao marco de 80 anos, a Pitú lançou uma edição especial de sua tradicional lata de 350 ml da “branquinha”, com layout especial de aniversário que traz referências de produtos e materiais gráficos da época da criação da cachaça, dando uma estética “retrô” à embalagem. O acabamento fosco e a aplicação de um pantone dourado mostram o quanto uma marca com oito décadas de vida consegue se manter com um espírito jovem.

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Mercado externo 

Sendo a indústria brasileira líder na exportação de cachaça, a Pitú domina o mercado europeu, sendo a Alemanha o país de maior consumo. Por ano, a Pitú comercializa no exterior 1,7 milhão de litros, dos quais 1,5 milhão são apenas para a Alemanha, que desde 1970 engarrafa e distribui a bebida para toda a Europa. Além do velho continente, a Pitú também está presente em outros países (Estados Unidos, Canadá, México, Chile, China, Japão, Índia, Israel, Emirados Árabes, Tailândia, Austrália, África do Sul, Angola, Guiana Francesa, Peru, Argentina) e em mais de 40 lojas de duty-free espalhadas por todo o mundo.

Características dos produtos

A Pitú é uma aguardente de cana pura, transparente, de sabor marcante e teor alcoólico de 40% vol. É acondicionado em vários tipos de embalagens: garrafas retornáveis de 600 ml (caixas com 12 e grades com 24 unidades), garrafas de 965 ml (caixas com seis e grade com 12 unidades) e latas de alumínio com 350 ml, 473 ml, 710 ml (pacotes com 12 unidades).

Pitu Gold - 100% envelhecida, em barris de carvalho americano, onde permanece até atingir seu sabor inconfundível e sua coloração dourada. Com teor alcoólico de 39% vol. e acondicionada em garrafas de 1L.

Pitu Vitoriosa -  Envelhecida por 5 anos em barris de carvalho francês e refinada em barris de carvalho americano, onde ocorre o aprimoramento da qualidade sensorial e harmonização de cor e aromas. Teor alcoólico de 39% vol. e acondicionada em garrafas de 750ml.

Pitu Limão – Coquetel de aguardente de cana e limão. Com teor alcoólico de 30% vol., envasado em lata de alumínio com 350 ml, comercializado em pacotes plásticos com 12 unidades.

Pitu Cola -  Mistura de aguardente de cana com refrigerante à base de cola, bebida gaseificada refrescante, com teor alcoólico de 5% vol. Acondicionamento em lata de alumínio de 350 ml em pacote com 12 unidades

Do Frei – Bebida alcoólica mista composta de vinho, suco de maçã e de morango, xarope de morango, com teor alcoólico de 11% vol. Envasada em vasilhame de vidro, em litro de 900ml, é comercializada em caixa de papelão (litro).

Bolvana - Vodka suave e cristalina, tridestilada. Com teor alcoólico de 38% vol, acondicionada em garrafas de 965ml.

Premiunização da Cachaça è Mais sofisticada 

A brasileiríssima cachaça alçou também novos voos, sendo apreciada não apenas pelo seu valor, mas por sua qualidade. As destilarias têm investido em tecnologias avançadas que envolvem desde o plantio até a produção da cachaça, gerando uma bebida cada vez mais elaborada que é envasada em embalagens diferenciadas e sofisticadas.

Seguindo a tendência mundial de Premiunização de produtos, a Pitu possui dois produtos em seu portfólio que se encaixam nessa avaliação: a Pitu Gold e a Pitu Vitoriosa.

Para ser considerada Premium, a cachaça precisa ser envelhecida em barril de madeira por pelo menos um ano.

A Pitú Gold, Cachaça Premium, é envelhecida em barris de carvalho americano por dois anos, e a Pitu Vitoriosa, Cachaça Extra Premium, é envelhecida por no mínimo cinco anos em barris de carvalho francês. Após esse período, a Vitoriosa é transferida para barris de carvalho americano, onde ocorre o aprimoramento da qualidade sensorial do produto através do refinamento e da harmonização de aromas e cor. Como símbolo máximo de sofisticação, a Vitoriosa é o produto conceito da marca pernambucana.

História 

Genuinamente pernambucana, a fábrica da Pitú está localizada no município de Vitória de Santo Antão (PE), na Avenida Áurea Ferrer de Moraes S/N, onde é possível também conhecer um pouco da trajetória da empresa por meio do acervo do seu Centro de Visitação, que reúne histórias e relíquias da marca pernambucana.

Fundada em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes na cidade de Vitória de Santo Antão, Zona da Mata Sul de Pernambuco, inicialmente a empresa trabalhava com a fabricação de vinagre, bebidas à base de maracujá e jenipapo, além de engarrafar aguardente de cana fornecida por engenhos locais.

Naquela época, mal sabiam eles que a cachaça seria o sucesso da marca, e uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros. Com ritmo de crescimento acelerado, em 1945 a empresa comprou o engenho Arandú do Coito, depois denominado de Engenho Pitú, passou a produzir sua própria aguardente de cana em destilaria, e industrializou seu engarrafamento com a aquisição de máquinas importadas. Foi nesta época que a empresa recebeu o nome de Indústria de Aguardente Pitú, uma referência ao nome do Engenho e aos “pitús”, crustáceos de água doce muito apreciados, que existiam em abundância nos mananciais que banhavam o engenho.

O primeiro rótulo da marca, “Pitú – Melhor que Todas” foi criado por um amigo dos fundadores, o artista plástico pernambucano e apreciador de cachaça Henrique de Holanda Cavalcanti. Entre as décadas de 1950 e 1970, a Pitú se consolidou como marca, quando a empresa expandiu sua produção no negócio de bebidas, levando a empresa a ganhar o mercado nacional. E no início 1970, ela iniciou sua divulgação e comercialização no exterior, começando pela Alemanha como parceiro com visão de negócio estratégico que levou a Pitú para toda Europa.

Com a expansão da marca, a Pitú viu a necessidade de adquirir novos equipamentos, ampliar a infraestrutura e, em 1974, inaugurou suas novas instalações às margens da BR-232, em Vitória de Santo Antão, endereço atual. Sempre Inovadora, em 1990, a Pitú foi a primeira empresa a lançar aguardente envasada em latas de aço carbono. Em 1992, substituiu passou a usar latas em alumínio.

Seguindo a linha de desenvolvimento e pioneirismo, a marca lançou a garrafa de vidro de 1 litro, diversificando ainda mais as embalagens do mercado. Em 1998, lançou novas bebidas no mercado: a Pitú Gold – cachaça envelhecida em barris de carvalho; a Pitú Cola – bebida à base de aguardente de cana e extrato a base de cola, gaseificada e com teor alcoólico de 5% vol.; o Do Frei – bebida alcoólica mista composta de vinho, suco de maçã e de morango, com teor alcoólico de 11% vol.; e o Vinho tinto composto com catuaba – Catuaba Gavião – bebida à base de vinho tinto e extratos vegetais de catuaba, com teor alcoólico em 17% vol. Já em 2005, lançou a Pitú Limão – uma bebida composta de aguardente de cana, açúcar, água, aroma natural de limão com teor alcoólico de 20% vol. E em 2007, a Vodka Bolvana. Em homenagem ao 75º aniversário da empresa, em 2013, a Pitú lançou sua bebida extra premium, a Pitu Vitoriosa, envelhecida por 5 anos em barris de carvalho francês e refinada em barris de carvalho americano.

Em 2010, aproveitando o período da Copa do Mundo a Pitú investiu pesado na África do Sul, onde já era comercializada desde 2004. Ela promoveu degustações em diversos restaurantes do país, participou de festas e eventos, além de estar presente em diversos hotéis – com destaque para as “Piturinhas” (máquinas de fazer caipirinha).

Em 2013, a Cachaça passou a ser vendida nos EUA como produto tipicamente brasileiro, após doze anos de diálogos entre os governos brasileiro e norte-americano. A medida foi comemorada por todo o setor ligado à bebida no Brasil, em especial na Pitú, já que sua diretora de Comércio Exterior, Vitória Cavalcanti, teve participação direta no processo, desde o começo dos trâmites, quando era a então presidente do PBDAC (Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça, Aguardente e Caninha).

Como uma ação de relacionamento com seus maiores distribuidores de cachaça no exterior, a Pitú trouxe para Pernambuco parceiros do México, da Alemanha e dos Estados Unidos para assistirem com exclusividade aos jogos na Arena Pernambuco em área VIP, em 2014. O grupo de 12 pessoas foi apresentado à cultura pernambucana e à beleza das nossas praias com roteiro por pontos turísticos, como Olinda e Recife Antigo.

Em 2015, declaração assinada pelos governos do Brasil e do México oficializou a cachaça como um produto genuinamente brasileiro. Com a denominação de origem assegurada, somente a bebida destilada nacional pode ser vendida no mercado mexicano com este nome, impedindo pirataria. A Pitú exporta para o México desde 2006 e possui presença nas principais redes de varejo. A conquista do reconhecimento pelo México fortalece a presença da marca e amplia as possibilidades de realização de negócios na terra da tequila.

Em 2016, a Pitú retomou as exportações de seus produtos para a China. Consagrada como a maior exportadora brasileira de cachaça, a marca pernambucana de cachaça se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Hoje, dos 95 milhões de litros de cachaça produzidos pela empresa, 2,1% são exportados. Na China, segundo o IBRAC (Instituto Brasileiro da Cachaça), a Cachaça também está em processo de reconhecimento da denominação de origem como um produto tipicamente brasileiro, conforme já obtido nos Estados Unidos, Colômbia e México. O esforço do setor é conquistar este reconhecimento em todos os países onde a bebida é comercializada.

Para 2018, ano de Copa do Mundo, o Engarrafamento Pitú projeta um crescimento de 8% para as exportações.