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jul 17, 2017 0 Comentário


Pernambuco fortalece turismo do álcool

Na fábrica da “marvada” mais tradicional do Estado, a Pitú, o centro de visitação é antigo e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 13h. Foto: Arquivo

Na fábrica da “marvada” mais tradicional do Estado, a Pitú, o centro de visitação é antigo e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 13h. Foto: Arquivo

Não são só as vinícolas do Vale do São Francisco, no Sertão, que têm potencial de roteiro turístico. Zona da Mata e Litoral começam a mostrar sua força com a cachaça e a cerveja

por YASMIN FREITAS

Na terra dos altos coqueiros, não são apenas as belezas naturais, o melhor Carnaval em linha reta da América Latina e a cena cultural rica que encantam quem está de passagem. Se visitar Pernambuco, prepare-se também para agradar o paladar e encher o copo: apesar de pouco explorada, o Estado tem uma rota invejável para o turismo de bebidas alcoólicas que vai além das tradicionais vinícolas do Vale do São Francisco, no Sertão, e passa pelas fábricas de cerveja e de cachaça na Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife.

Na fábrica da “marvada” mais tradicional do Estado, a Pitú, o centro de visitação é antigo e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 13h. No espaço, localizado em Vitória de Santo Antão, Mata Sul, logo na entrada os visitantes já se deparam com um alambique de 1938, de propriedade do Engenho Arandu do Coito, usado na preparação da cachaça que encheu as primeiras garrafas da Pitú. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, mais de 300 pessoas visitam a fábrica mensalmente. As visitas, gratuitas, podem ser agendadas através do telefone (81) 3523.8066.

“Existe uma demanda do consumidor de se aproximar cada vez mais da marca. Então nós trazemos esse modelo europeu de visitação e abrimos a fábrica para quem quer conhecer o processo de fabricação da cerveja”, explica um dos sócios da cervejaria artesanal pernambucana DeBron, Eduardo Farias. A fábrica, localizada em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, também abre as portas para os visitantes se familiarizem com a matéria-prima, os meios de produção da bebida artesanal, o engarrafamento, e mais. Os grupos são recebidos sempre aos sábados nos horários das 10h e 11h. A entrada é gratuita, mas a degustação, cobrada.

Em um mês, as visitas rendem mais de R$ 100 mil em vendas de produtos à Carvalheira. Foto: Felipe Ribeiro/ JC Imagem

Em um mês, as visitas rendem mais de R$ 100 mil em vendas de produtos à Carvalheira. Foto: Felipe Ribeiro/ JC Imagem

RECIFE
Na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, a Cachaçaria Carvalheira também recebe pernambucanos e turistas para conhecer em detalhes sua produção e os proprietários do negócio já têm consciência de que esta é uma chance de tornar a marca cada vez mais conhecida. “São geralmente turistas que passaram por Porto de Galinhas que vêm à cachaçaria através de um city tour. Recebemos cerca de 150 pessoas por dia das 9h até as 18h”, explica o empresário Eduardo Carvalheira. “Mostramos equipamentos antigos, como a moenda de madeira, o processo de destilamento, nosso parque de envelhecimento da cachaça e temos também uma oficina de caipirinha”, completa. Ao fim do tour, os visitantes são conduzidos a uma loja, cujo ticket médio de consumo é de R$ 25. Ou seja, em um mês, as visitas rendem mais de R$ 100 mil em vendas de produtos à Carvalheira.

NICHO
O grande número de visitantes se deve a uma parceria realizada com a agência Luck Viagens, uma das poucas empresas do setor que perceberam a importância de ir além da rota dos vinhos no Estado. De acordo com o diretor de marketing da empresa, a inclusão da cachaçaria nos roteiros agrega valor à experiência dos viajantes. “A cachaça faz parte da nossa história enquanto Estado, e incluí-la nos nossos city tours enriquece ainda mais o roteiro”, diz sobre a importância do turismo do álcool.