• Ceclin
dez 05, 2018 0 Comentário


Operação da Polícia Civil prende três empresários em Glória do Goitá

Homem é preso em operação da Polícia Civil de Pernambuco de combate à sonegação fiscal, nesta quarta-feira (5) — Foto: Paulo Abreu/Polícia Civil

Homem é preso em operação da Polícia Civil de Pernambuco de combate à sonegação fiscal, nesta quarta-feira (5) — Foto: Paulo Abreu/Polícia Civil

Três pessoas foram presas em uma operação desencadeada pela Polícia Civil de Pernambuco nesta quarta-feira (05/12). A ação é de combate a uma quadrilha envolvida com sonegação fiscal e partiu de Glória do Goitá, na Zona da Mata Norte do Estado. Um empresário da Bahia, que estava em um hotel do em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, foi preso.

As prisões ocorreram após mandados de prisão expedidos pela única Vara da Comarca de Glória do Goitá. Dois empresários de distribuição de combustível e outro de transporte foram presos, segundo o chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral. O delegado explica que, ao longo dos quatro meses de investigação, a estimativa de sonegação de impostos chega a R$ 16 milhões. “As distribuidoras não existiam de fato. Então, entre a usina que produziu o etanol e os postos de combustíveis deveria haver o distribuidor, que recolheria esse ICMS para o Estado. Isso não existia, então ia direto da usina para as bombas que iam para os veículos e, com isso, havia a sonegação fiscal”, detalha.

Em Chã de Alegria, a Polícia constatou que existe um empreendimento que parece ser uma distribuidora, com existência de tanques de combustível. Entretanto, há dois anos nada é abastecido ali, segundo Amaral. “Nós checamos, funciona apenas como fachada”, garante o delegado.

O nome da operação, Octanagem, faz referência ao índice de resistência de combustíveis utilizados em motores. A investigação começou, em agosto, após um alerta da Secretaria da Fazenda de Pernambuco. “A gente está tratando aqui de uma associação interestadual, que vinha agindo em vários Estados e que a partir desse trabalho realizado pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado, junto com a Delegacia de Combate aos Crimes contra a Ordem Tributária, nós conseguimos desarticular”, afirma Amaral.

As investigações estão sob o comando da delegada Priscilla Von Sohsten e teve apoio da Delegacias Contra a Ordem Tributária (Deccot) e do recém-criado Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), vinculados a Diretoria Integrada Especializada (Diresp). Na execução, trabalharam 40 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. Segundo a Polícia Civil, esta é a 63ª operação de repressão qualificada de 2018.