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Servidor rejeita alta na taxa do Sassepe

SAÚDE Em assembleia ontem, funcionários do Estado recusaram proposta do governo. Assim, o rombo mensal de R$ 3 milhões continua sendo custeado pelos contribuintes

do Jornal do Commercio

Vítima de um rombo financeiro mensal de R$ 3 milhões, o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe), que atende 193 mil funcionários públicos e seus dependentes, está distante de sair do buraco. Ontem, assembleia de servidores rejeitou, por unanimidade, uma proposta do governo do Estado de condicionar a contribuição mensal à idade dos usuários. Atualmente, o titular paga 4,5% de seu salário e seus dependentes representam um adicional de 1% a 2,5%. A Secretaria de Administração sugeriu nova tabela (ver na arte abaixo), que representava reajustes de até 160%, além de propor a implantação da co-participação.

O impasse permanece e o contribuinte seguirá cobrindo o déficit, pois os recursos saem do Tesouro do Estado. Os servidores que usam o Sassepe focam a insatisfação no serviço ruim. Quem empunhou o microfone na manhã de ontem não poupou críticas ao atendimento médico. A assembleia aconteceu na sede do Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco (Sindifisco). A proposta do governo surgiu após um mês de negociações com o Fórum dos Servidores do Estado.

A contraproposta será manter as alíquotas e esperar a realização de uma auditoria nos débitos do Sassepe para só então voltar a discutir qualquer mudança no grupo dos dependentes, desde que as contrapartidas do governo sejam maiores que a dos servidores.

O maior problema da proposta, explicou o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE) e coordenador do Fórum de Servidores, Paulo Rocha, é que cerca de 60% dos usuários do Sassepe seriam atingidos pelos maiores reajustes, pois têm mais de 50 anos. “O que a população precisa entender é que um servidor doente e sem atendimento adequado gera dois prejuízos. Falta ao trabalho público e corre para o Sistema Único de Saúde (SUS)”, comentou.

Outro argumento dos servidores é que eles realizam apenas 10% das consultas previstas no plano por ano, fazendo com que o índice de sinistralidade do Sassepe seja baixo. “Essa é a proposta Saci-Pererê. Se sustenta em uma perna só. Só pesa no bolso dos servidores”, criticou o deputado federal Paulo Rubem (PDT), presente na assembleia. O parlamentar criticou a falta de transparência no sistemas de saúde dos Estados e apontou que deveria haver mais investimentos em prevenção de doenças.

 




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