• Ceclin
mai 16, 2018 0 Comentário


Ministro dos Transportes não consegue explicar motivo da mudança no modelo de privatização do Aeroporto do Recife

Quando o Ministro Valter Casimiro apresentou o lucro do Aeroporto do Recife, de aproximadamente R$ 130 milhões em 2017, o primeiro questionamento apresentado pelo parlamentar pernambucano foi o motivo da falta de investimento da Infraero no terminal. Fotos: Hesíodo Goes

Quando o Ministro Valter Casimiro apresentou o lucro do Aeroporto do Recife, de aproximadamente R$ 130 milhões em 2017, o primeiro questionamento apresentado pelo parlamentar pernambucano foi o motivo da falta de investimento da Infraero no terminal. Fotos: Hesíodo Goes

Em Audiência Pública comandada pelo deputado federal Felipe Carreras, Valter Casimiro não apresentou uma base sólida para a alteração. Ele ainda falou sobre a punição da Anac, que proíbe o terminal de receber novos voos

“Quando a esmola é demais, o santo desconfia”, foi assim que o deputado federal Felipe Carreras respondeu ao ministro dos transportes, Valter Casimiro, após as explicações sobre a mudança do modelo de privatização do Aeroporto do Recife da forma individual para em lote. Após dar respostas evasivas, sem base técnica ou estudos que avalizassem a alteração no modelo, o ministro chegou a afirmar: “Não acho que o Aeroporto do Recife está perdendo em relação aos que foram privatizados de forma individual. Pelo contrário, está ganhando”, afirmou. Logo em seguida, Carreras respondeu com o ditado popular e completou: “Afirmar que Pernambuco está sendo beneficiado com a privatização em lotes é não acreditar na inteligência dos pernambucanos. Como uma empresa vai querer um lote com aeroportos como o de João Pessoa e Campina Grande, que deram um prejuízo de R$ 15 milhões em 2017? Se é tão bom, por que não fizeram antes? Por que justo com Recife?”, afirmou, concluindo: “Nós não queremos ser melhores do que ninguém, muito menos cobaias de um novo processo. Estamos sendo discriminados, algo que o pernambucano não concorda e nunca concordará”.

Felipe CarrerasAinda durante a audiência, o ministro Valter Casimiro disse que o Aeroporto do Recife receberá um investimento de R$ 854 milhões e todo o bloco, R$ 2,1 bilhões, um número que ainda fica abaixo do investimento de Salvador, que foi licitado individualmente e receberá R$ 2,8 bilhões. “Não dá para convencer ninguém que o modelo é positivo analisando esses números. Como seis aeroportos receberão menos do que apenas um, que possui o mesmo perfil do Recife e está na mesma região? Não existe como explicar de outra forma se não for devido ao modelo de privatização”, declarou Felipe Carreras.

Quando o Ministro Valter Casimiro apresentou o lucro do Aeroporto do Recife, de aproximadamente R$ 130 milhões em 2017, o primeiro questionamento apresentado pelo parlamentar pernambucano foi o motivo da falta de investimento da Infraero no terminal, chegando ao ponto de a Anac publicar uma portaria proibindo novos destinos ou frequências desde o dia 2 deste mês para o equipamento. De acordo com o ministro, os problemas não serão resolvidos de forma imediata, mas um Termo de Ajuste de Conduta será assinado entre a Anac e a Infraero na próxima semana para, até o final do mês, o aeroporto ser liberado.

“É inadmissível que um terminal que apresentou um lucro de R$ 130 milhões em 2017 não tenha recebido os investimentos necessários em segurança para funcionar da forma correta. E o pior, os problemas não serão resolvidos logo. Será dado mais um prazo para que sejam solucionados. Deixa a entender que a intenção é ganhar tempo para que a licitação se encerre e não seja investido absolutamente nada para reparar o que foi exigido pela agência reguladora”, explicou Felipe Carreras.

Agora, o deputado pernambucano vai reunir todas as informações com a intenção de dar o próximo passo para tentar parar o processo de licitação do Aeroporto do Recife. “Esta é uma luta que precisa ser de todos os pernambucanos. Vamos trabalhar juntos para não permitir que o nosso patrimônio seja entregue à iniciativa privada de qualquer forma. Não sou contra a privatização, mas é necessário ter critérios iguais para todo o Brasil e não privilegiar uns em detrimento de outros”, finalizou Carreras.

da Assessoria