• Ceclin
abr 13, 2018 0 Comentário


Justiça afirma que sindicatos se precipitaram em convocar paralisações em Vitória de Santo Antão

O magistrado também mencionou que os sindicatos não comunicaram devidamente, descumprindo o rito burocrático. Foto: Divulgaçao

O magistrado ainda menciona que os sindicatos não comunicaram devidamente a paralisação, descumprindo o rito burocrático. Foto: Divulgação

por Lissandro Nascimento

O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE) através do Desembargador Márcio Fernando de Aguiar Silva atendeu nesta quinta-feira (12/4), o pedido da Prefeitura da Vitória de Santo Antão para a suspensão do movimento grevista dos servidores do Município, incluindo os professores da rede pública municipal de ensino. O TJPE determina o imediato retorno das categorias às suas atividades. No caso de descumprimento, fixa multa diária de R$ 10 mil aos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (Sindvisa) e dos Professores (SindProv).

Desde o ultimo dia 05, a categoria vem desenvolvendo uma greve parcial (trabalhando apenas meio-expediente), para cobrar do Executivo o reajuste salarial anual, bem como criticam a Lei que modificou a legislação previdenciária (VitóriaPrev), recentemente aprovada pelo Legislativo.

O Desembargador em seu despacho entende que não existem motivos para o movimento grevista, em razão de a atual gestão municipal estar permanentemente em diálogo com as categorias, inclusive com data agendada para mesa de negociação no próximo dia 18. O magistrado também mencionou que os sindicatos não comunicaram devidamente, descumprindo o rito burocrático, quanto à situação de deflagração de greve.

Nesta manhã de sexta-feira (13), o Sindvisa e o SindProv realizam uma nova assembleia das categorias, nas dependências internas da sede da Prefeitura.

Além do horário de aulas incompletos nos últimos dias, a comunidade escolar vem denunciando há meses diante da falta de profissionais em sala de aula, em especial de Português e Matemática, apontando a Prefeitura de Vitória como responsável pela não contratação desses educadores.

 CONFIRA DESPACHO DA LIMINAR AQUI