• Ceclin
mar 12, 2018 0 Comentário


Em Gravatá, MPF abre inquérito para investigar contrato de merenda escolar

As operações realizadas pela Polícia Civil e Federal que apontaram irregularidades no ano passado na merenda escolar de diversas prefeituras começaram as investigações com o envio de documentos pelo TCE. Foto: Divulgaçao

As operações realizadas pela Polícia Civil e Federal que apontaram irregularidades no ano passado na merenda escolar de diversas prefeituras começaram as investigações com o envio de documentos pelo TCE. Foto: Divulgação

Blog da Folha

O Ministério Público Federal (MPF) em Caruaru, no Agreste, abriu um inquérito civil público para investigar um contrato da atual gestão da Prefeitura Municipal de Gravatá com a WJR Comercial LTDA – ME. A empresa é investigada pela Operação Comunheiro II, deflagrada pela Polícia Civil em julho de 2017. O objeto da investigação é uma dispensa de licitação emergencial feita no primeiro ano de gestão do atual prefeito, Joaquim Neto (PSDB), em 2017. As informações constam em despacho do procurador do MPF Luiz Antônio Miranda.

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O inquérito tem o intuito de “apurar indícios de irregularidades no bojo do Processo Licitatório 015/2017 – Dispensa de Licitação 002/2017, realizado pela Prefeitura Municipal de Gravatá cujo objeto é a aquisição de gêneros alimentícios da merenda escolar”.

Após a deflagração da operação, que ocorreu em algumas cidades de Pernambuco, o contrato foi anulado pela Prefeitura Municipal. No entanto, o Ministério Público Federal quer continuar a investigação, já que vigoru por cinco meses na gestão do tucano, segundo despacho do órgão. Este é o segundo inquérito sobre este contrato da Prefeitura.

Em agosto, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) também abriu um inquérito para investigar a contratação da WJR Comercial LTDA – ME. O promotor de Justiça João Alves de Araújo citou, na ocasião, as suspeitas que recaiam sobre a empresa, como superfaturamento na aquisição de merenda escolar, fornecimento de carne com prazo de validade vencido a hospitais e escolas públicas, fornecimento de gêneros alimentícios para merenda escolar possivelmente estragados.

As operações realizadas pela Polícia Civil e Federal que apontaram irregularidades no ano passado na merenda escolar de diversas prefeituras começaram as investigações com o envio de documentos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO).

Alguns dos presos nestas operações de merenda escolar foram envolvidos, posteriormente, na Operação Torrentes, comandada pela PF, que investiga suposto desvio de verbas federais destinadas aos municípios atingidos pelas enchentes na Mata Sul.

A reportagem tentou contato com o prefeito Joaquim Neto, mas não obteve sucesso.