• Ceclin
abr 16, 2018 0 Comentário


Educação: atender a quais interesses?, indaga Sintepe

cotas-quad-300x300A Lei de Cotas, em vigor desde 2013, garantiu 50% das vagas nas universidades federais e institutos federais de educação aos estudantes da escola pública, negros, pardos e indígenas, democratizando o acesso ao ensino superior e efetivando o direito a largas parcelas da população, historicamente abandonadas pelo sistema.

A alteração do ENEM, em 2009, quando ganhou o caráter de vestibular, a adesão das universidades e institutos federais ao SISU e a Lei das cotas foram o tripé responsável pela maior transformação em 100 anos, no perfil socioeconômico e cultural dos estudantes. O apartheid social promovido nas universidades brasileiras pela ausência de políticas de inclusão foi superado em 2012 por meio do acesso dos negros e pardos aos espaços acadêmicos. Essa reparação teve repercussões positivas, com a crescente presença daqueles que, até então segregados da educação superior, passaram a participar da produção intelectual da sociedade brasileira, incorporando outros olhares sobre os diversos problemas nacionais.

Hoje, na contramão da história, o MEC sinaliza claramente com um projeto no sentido contrário a essa política inclusiva exitosa até agora, ao negar ou dificultar esse direito, “aligeirando” a formação no Ensino Médio e no Ensino de Jovens e Adultos. A proposta do ministro é terceirizar essas modalidades de ensino, permitindo 100% do EJA e 40% do Ensino Médio sejam feitos à distancia, fora da escola. Essa medida trará graves consequências na qualidade do ensino ofertado, na diminuição de contratação de profissionais da educação, precarizando a escola pública em níveis alarmantes.

As referidas medidas, tratadas pelo Ministério da Educação, objetivam atender à volúpia dos agentes do Mercado pelas verbas da educação, criando um novo nicho, um filão, a ser explorado pelos mercadores do capital privado, consolidando uma das facetas do Golpe de Estado de 2016: usurpar recursos públicos para o setor privado, engordando as contas dos “empresários da educação”.

Esse tem sido o interesse das ultimas medidas anunciadas pelo governo ilegítimo, instalado em Brasília, com o respaldo dos setores conservadores da sociedade brasileira.

19/04 – Plenária dos Sintepe sobre o SASSEPE, às 9h, no Centro Social da Soledade – Recife/PE.

Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco – SINTEPE