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set 13, 2017 0 Comentário


Câmara de Prevenção debate a questão das drogas em Pernambuco

Participantes defendem a necessidade de integração de todos os órgãos que lidam com pessoas em situação de vulnerabilidade. Foto: Marcelo Vidal

Participantes defendem a necessidade de integração de todos os órgãos que lidam com pessoas em situação de vulnerabilidade. Foto: Marcelo Vidal

O papel desempenhado pelas drogas dentro do universo da criminalidade e as diferentes abordagens para combater a questão foi o tema debatido na última reunião da Câmara Setorial de Prevenção Social do Governo do Estado, vinculada ao Pacto pela Vida. A Câmara é coordenada pelo secretário de Desenvolvimento Social, da Criança e Juventude (SDSCJ), Roberto Franca.

Na avaliação de Franca a discussão sobre a prevenção das drogas precisa ser aprofundada. Em sua opinião não adianta tratar apenas do controle da comercialização. É preciso levar em conta o consumo crescente que verificamos em todo o País.

“A droga é uma fuga. Pessoas diante de uma realidade difícil, de uma vida sem perspectivas, procuram formas de anestesia, fugindo assim das situações de conflito, dos traumas e da miséria. As drogas viram uma forma de superação dessa realidade. É preciso perceber que combater o tráfico nas favelas não é suficiente. É preciso abrir caminhos para os usuários e nunca esquecer que o consumo não está restrito aos pobres, mas se dá por quem pode pagar e que encontra-se muito longe das favelas”, disse o secretário da SDSCJ.

A reunião da Câmara teve como convidado especial André Sena, secretário de Políticas sobre Drogas da Prefeitura da Cidade do Recife, que destacou a importância de desenvolvimento de ações integradas dos diversos órgãos do Estado, dos municípios e de entidades externas que funcionam como parceiros no trabalho de ajudar os dependentes de substâncias químicas tóxicas, quer sejam elas ilegais ou legais, a exemplo do álcool e do cigarro.

André Sena entende que apesar da prevenção exigir um planejamento e uma interdependência de ações, existem choques de posições nas políticas públicas desenvolvidas em todo o mundo e que é importante que cada área territorial analise suas condições peculiares, identificando a melhor maneira de prevenir o uso de drogas.

Para perceber as características de cada local el ​e​ acredita serem necessários, além de uma análise técnica feita por estudiosos da realidade sociológica da área em questão, a escuta qualificada realizada na comunidade. Assim será possível a elaboração de conteúdos que levem à redução de riscos para os indivíduos mais vulneráveis.

Destacando a importância da educação, André Sena ressaltou a importância de fornecer elementos para que ​o aluno​ ​ descubra o seu próprios perfil, aumente a autoestima e abr ​a​ caminhos para que compreenda a importância de avaliar o que deseja da própria vida e como atingir a posteridade desejada.

Tais questionamentos juntamente com o apoio de assistentes sociais, técnicos de saúde, e outros vinculados a atividades diversas que ofereçam além do apoio pedagógico e psicológico, também oportunidades lúdicas podem, na visão do secretário da PCR, ajudar as crianças e jovens a traçar um futuro longe das drogas.

Assim, afora os comitês específicos ligados à prevenção, ele ressaltou que estão sendo listadas pessoas nas comunidades que tenham uma inserção social e que se interessem ​em​ atuar junto a jovens que estão em fase de transição para abandonarem o uso de entorpecentes e, portanto ​,​ num momento de muita vulnerabilidade.

Além de representantes da Prefeitura do Recife, estiveram presentes técnicos que atuam em outros órgãos, a exemplo do Ministério Público e das secretarias estaduais de Educação, Saúde, Justiça e Direitos Humanos, Meio Ambiente, Defesa Social e Esportes.​

da Assessoria