• Ceclin
mar 22, 2018 0 Comentário


A “incômoda” 2ª Secretaria da Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão

Toninho, Duda e J. Domingos abandonaram o cargo de 2º Secretario ao longo da gestao de Novo da Banca na Camara de Vitoria. Fotos: Arquivo A Voz da Vitoria

Toninho, Duda e J. Domingos abandonaram o cargo de 2º Secretário ao longo da gestão de Novo da Banca na Câmara de Vitória. Fotos: Arquivo A Voz da Vitória

Por Lissandro Nascimento

O núcleo da articulação política do Prefeito da Vitória de Santo Antão, Aglailson Júnior (PSB), vem dando demonstrações inábeis na condução de sua base aliada na Câmara de Vereadores. Faz-se necessário identificar o elemento e ou os elementos que vêm desagregando um discurso uníssono de sua representação parlamentar, que por sinal foi agravada com a renúncia do seu Líder de Governo e revelando a incômoda conformação política que se impregnou no cargo de 2º Secretário da Mesa Diretora da Casa Diogo de Braga.

Desde 2017, os cargos da Mesa Diretora da Câmara de Vitória foram ampliados, criando as funções de 2º vice-presidente e de 2º secretário a fim de atender aos interesses do novo ambiente político advindos com os resultados eleitorais de 2016. Após os recém-eleitos vereadores tomarem posse, o radialista e vereador estreante Jota Domingos (PTC) foi designado como Líder do Governo na Casa Legislativa. Contudo, no último dia 15 de março, o parlamentar oficializou sua renúncia da liderança, bem como da 2ª Secretaria. Entretanto, Domingos foi o terceiro vereador, neste biênio, a ocupar esse cargo na Mesa.

Na atual composição da Mesa Diretora, ao lado de Novo da Banca no comando da Casa Diogo de Braga, se encontra o 1º Vice-presidente Carlos Frasão (PRP), o 2º Vice-presidente Marcos da Prestação (PV), mais o 1º Secretário Irmão Celso Bezerra (PSDB), os quais foram eleitos acompanhados por Antonio Gabriel – Toninho Nascimento (PRB), que naquela oportunidade assumira o cargo de 2º Secretário.

O vereador Toninho Nascimento, o primeiro a ocupar o cargo, chegou a renunciar após discordar da proposta de reeleição da presidência da Câmara, fato que acabou criando um mal estar na relação política com Novo da Banca. Em meados de abril de 2017, Toninho que foi eleito no palanque da então gestão de Elias Lira (PSD), mudou de lado e assumiu a vice-liderança do Governo Aglailson Júnior na Câmara de Vereadores, porém insatisfeito pela Prefeitura não ter atendido as suas expectativas, rompeu com o governo em agosto, retornando a bancada de oposição.

Substituindo Toninho, assume em julho do ano passado o cargo na Mesa o Irmão Duda (PSDC), doravante, por razões não publicizadas, no final de agosto, Duda renunciou ao cargo de 2º Secretário.

Foi quando pela terceira vez, nos nove meses da gestão de Novo da Banca, o vereador Jota Domingos é convocado e sendo eleito 2º Secretário, acumulando com a liderança do governo ficando até este mês de março quando apresentou sua carta renúncia para ambas as funções. A decisão trouxe instabilidade política na base governista da Casa, havendo na sessão ordinária do último dia 14 de março, uma troca pública de farpas entre o presidente Novo da Banca e Jota Domingos. O parlamentar protocolou um ofício à presidência comunicando que “essa renúncia veio a pedido do presidente, que expôs sua opinião afirmando que eu, José Antônio Domingos, não venho correspondendo com as expectativas dos mesmos (sic)”.

Faz-se necessário frisar que o cargo de Segundo Secretário da Mesa Diretora da Casa Legislativa é esvaziado em pleno sentido da palavra. Não há remuneração extra, ao contrário do presidente que recebe o dobro do salário de vereador, além do cargo ter pouca ingerência nas decisões de pautas políticas e administrativas, quando cabe ao presidente definir sobre elas. Tais trocas de três nomes, partindo para o quarto, durante a metade da gestão de Novo, denota que há um incômodo político visivelmente presente. Impedido legalmente de partir para a reeleição da presidência, Novo da Banca fez a eleição da Mesa para o próximo biênio, quando ele assumirá a 1ª Secretaria, enquanto a presidência ficará com o irmão do prefeito, Romero Queralvares (PSB). Reveja AQUI.

Esse ambiente político de dificuldade em torno da gestão de Novo da Banca certamente prejudicou a busca legal de sua reeleição. De modo que o mencionado cargo de 2º Secretário perdeu o “brilho” político, a meu ver por duas razões: primeiro porque é inócuo politicamente, e segundo que o quarto parlamentar que assumirá será figurativo até o final de 2018.

Na sessão ordinária desta quinta-feira (22/03), será eleito o quarto nome para o cargo, bem como escolhido o novo Líder do Governo. As sessões estão ocorrendo temporariamente na Casa de Recepções Maçã Verde, no Bairro do Livramento, em virtude do Plenário da Câmara estar em “reforma do seu mobiliário”.

Para o bem do povo e de Novo… o melhor mesmo é deixar essa “incômoda” 2ª Secretaria vazia.

Pra que serve mesmo ser 2º Secretário? Quem será a próxima vítima?